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Tomb Raider I-III Remastered

Três clássicos, uma sobremesa: Lara Croft no vapor dos anos 90, repaginada para o século XXI.

Por Deivison Souza • maio 27, 2026

Há três décadas, Lara Croft despencava em cavernas com seus dois revólveres e uma confiança inabalável. Agora, a aventureira mais icônica do mundo dos games retorna em Tomb Raider I-III Remastered, uma coletânea que reúne os três títulos originais com texturas refeitas, iluminação aprimorada e algumas surpresas. A pergunta que fica no ar (mas não farei) é: vale a pena revisitar esses clássicos com um verniz moderno? A resposta é sim, desde que você esteja preparado para um mergulho profundo em uma era onde a dificuldade era rainha e os saves eram manuais.

O pacote entrega os jogos completos, incluindo as expansões Unfinished Business, Golden Mask e The Lost Artefact. Não há enredo novo, mas a nostalgia desses mapas labirínticos, com seus segredos escondidos e armadilhas mortais, continua intacta. A grande novidade é a possibilidade de alternar entre os gráficos remasterizados e os originais a qualquer momento com um simples toque. Uma viagem no tempo que poucos remasters oferecem com tanta fidelidade.

Review de Tomb Raider I-III Remastered

A jogabilidade é uma mistura de adoração e frustração. Os controles mantêm a essência dos tank controls – andar em oito direções, pular com precisão milimétrica – mas agora há uma opção de esquema moderno que torna Lara mais responsiva. Ainda assim, os saltos exigem paciência e memória muscular. Os tombos fatais são frequentes, e o sistema de saves manuais (você só pode salvar com cristais ou em pontos específicos) pode deixar o jogador moderno de cabelo em pé. Mas é exatamente essa dificuldade que fazia os títulos originais serem tão memoráveis. Resolver os enigmas, desarmar as armadilhas e explorar cada canto recompensa com uma sensação de conquista genuína.

Graficamente, o trabalho é impressionante. As texturas foram refeitas em alta resolução, os personagens ganharam modelos 3D mais polidos, a iluminação dinâmica transformou ambientes sombrios em locais com atmosfera densa. Em contrapartida, o design de níveis permanece o mesmo – o que significa que algumas áreas parecem quadradas e os ângulos de câmera podem atrapalhar. O desempenho é sólido no PC e consoles, rodando a 60 fps sem travamentos. Destaque para o modo foto, que permite capturar os visuais renovados, e a opção de ativar o “pixel art” original para matar a saudade de vez.

A diversão depende do seu apetite por retro. Se você veio das aventuras mais lineares e cinematográficas da era reboot, vai estranhar a falta de cutscenes elaboradas e a exploração não guiada. Mas se quer sentir a adrenalina de correr de um T-Rex ou desvendar os segredos de Atlantis, Tomb Raider I-III Remastered é um prato cheio. O diferencial está no cuidado com que a Aspyr tratou essa relíquia: adicionaram conquistas, suporte a wide-screen, e um sistema de salvamento rápido (opcional) que ameniza a punição. Não é uma refilmagem, mas sim um abraço nostálgico com maquiagem nova.

Requisitos de Sistema

Configurações Mínimas

  • S.O.Windows 7 ou superior
  • CPUIntel i3 3240 or AMD FX 4100
  • RAM4 GB de RAM
  • GPUNVIDA GT730 or AMD R7 240
  • Disco5 GB de espaço disponível

Configuração Recomendada

  • S.O.Windows 10 64bit
  • CPUIntel i3 3240 or AMD FX 4100
  • RAM4 GB de RAM
  • GPUNVIDA GT730 or AMD R7 240
  • Disco5 GB de espaço disponível

Trailer / Gameplay

Review

8.5/10

Pontos Positivos

  • Gráficos remasterizados com opção de alternar para o visual original.
  • Três jogos completos + expansões em um único pacote.
  • Opção de controles modernos que facilitam a jogabilidade.

Pontos Negativos

  • A câmera travada e os saltos milimétricos podem frustrar.
  • Sistema de saves antiquado (mesmo com opção de save rápido).
  • A trilha sonora e dublagem não foram retocadas.

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